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BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO
OS AEROSSÓIS ARGENTINOS NÃO CONTÊM
GASES QUE EMAGRECEM A CAMADA DE OZÔNIO
CRONOLOGIA DE UMA REALIDADE
AÑO
1974 ¡Atenção! A camada de ozônio emagrece.
O cientista mexicano - americano, Prof. Mario Molina
e outros colegas, publicam em Nature um relatório alertando sobre
o emagrecimento da camada de ozônio provocado por substancias químicas
emitidas pela indústria e por efeitos naturais.
Entre
essas substancias químicas se achavam os gases clorofluorocarbonos
(CFCs). Os CFCs tinham sido uma criação industrial dos anos
’30 e constituíram uma revolução na indústria
do frio por seu poder refrigerante. Além da refrigeração,
foram adotados por outras indústrias (propelentes para aerossóis
e espumas de poliuretana)
AÑO 1975
Nós temos alternativas aos CFCs, dizem os produtores de aerossóis.
Primeira reação dos EE.UU. de América: para uns a
tese de Mario Molina era uma controvérsia científica não
resolvida, posição que habilitava a seguir utilizando essas
substancias. A indústria do aerossol recolhe o desafio dos cientistas
e começa a sua reconversão a partir do fato de eles disporem
de propelentes alternativos derivados dos hidrocarbonetos que não
tinham sido apontados como nocivos para a camada de ozônio.

1987
Protocolo de Montreal.
Assina-se na cidade canadense o Protocolo de Montreal que ratifica os
resultados das pesquisas de Rowland, Molina e outros. A reunião
convocada pela ONU emite um listado de substancias que esgotam a camada
de ozônio (entre as que se encontram os CFCs) e fixa um cronograma
obrigatório para abandonar progressivamente a sua utilização.
Argentina integra o comitê de redação.
1988 Resposta
positiva dos fabricantes argentinos de aerossóis
A Cámara Argentina del Aerosol (CADEA) convoca a seus associados
a uma Assembléia Geral Extraordinária que compromete às
indústrias que ainda utilizavam CFCs a se antecipar aos prazos
do Protocolo de Montreal e abandonar o uso dos CFCs.

1991 Uma lei
se faz eco da decisão dos empresários argentinos
Com a colaboração da própria Cámara Argentina
del Aerosol o Parlamento argentino sanciona a lei 24040 que ao proibir
o uso de CFCs em aerossóis legitimou a decisão adotada voluntariamente
pela indústria um ano antes. Só se excetuam provisoriamente
da proibição –até que sejam encontrados propelentes
alternativos- os medicamentos em aerossol para as vias respiratórias
e os limpadores de contatos eletrônicos, os dois de baixa incidência
não consumo de CFCs.
1992 Experiência
de los produtores argentinos em um foro da ONU e na ECO ‘92
O vice-presidente de CADEA, Súlim Granovsky, é invitado
oficialmente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente
(PNUMA) a participar num workshop a se realizar em Caracas sobre aplicação
do Protocolo de Montreal em América Latina y para dissertar sobre
a experiência de reconversão da industria argentina de aerossóis.
Meses depois se repete essa dissertação no Foro de ONGs
durante a ECO ’92.
1994 Reforma constitucional argentina. Incorpora
os tratados internacionais
A Convenção Constituinte reunida em 1994 modifica a Constituição
de 1853 e incorpora os tratados internacionais como o Protocolo de Montreal.

1995 Premio Nobel aos pesquisadores
Por suas pesquisas, que permitiram comprovar as causas do emagrecimento
da camada de ozônio, o Prof. Mario Molina e seus colegas recebem
o Premio Nobel de Química.
1996 O Prof.
Mario Molina visita Argentina e é hóspede de CADEA
Na sede da Câmara Argentina do Aerossol e em foros científicos
e conferências de prensa, o Prof. Mario Molina
destaca a atitude responsável da indústria do aerossol ao
se antecipar voluntariamente aos prazos de tolerância estabelecidas
pelo Protocolo de Montreal e a Lei N°
24.040.

Conclusão
Nenhum aerossol elaborado na Argentina utiliza gases CFCs como propelentes
(os que a lei 24.040 autorizava, como no caso dos medicinais para as vias
respiratórias, já começaram a sua reconversão).
OS PRODUTORES DE AEROSSÓIS
E O MEIO-AMBIENTE
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1°
Não usar CFCs
O compromisso da indústria argentina de aerossóis com
a comunidade vai além de devolver-lhe tranqüilidade ao
substituir os CFCs por uma mistura de gases derivados dos hidrocarbonetos
(propano e isobutano) que não afeta a camada de ozônio
(além dos hidrocarbonetos atualmente estão se utilizando
ou se acham em fase de experimentação outros elementos
químicos que também não afetam a camada de ozônio)
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2°
Esclarecimento sobre la problemática atmosférica
A Cámara Argentina del Aerosol cumpre una tarefa de esclarecimento
sobre a problemática atmosférica dirigida particularmente
a docentes e alunos através de atividades didáticas,
participação em seminários, edição
de materiais informativos (impressões gráficas, vídeos,
Cds) y organização de concursos de pinturas. |
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3°
Colaboração com organismos governamentais
A Cámara Argentina del Aerosol colabora e organiza atividades
em comum com entes oficiais como a Secretaría de Ambiente y
Desarrollo Sustentable dependente do Ministerio de Desarrollo Social,
o Ministerio de Educación de la Nación e a Secretaría
de Educación del Gobierno de la Ciudad Autónoma de Buenos
Aires. |
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